24 de fev de 2011

Tempo...

As vezes não sei que caminho seguir. Não sei nem se devo pegar algum caminho.
A vida não passa, voa. Quando dei por mim encontrei 35 anos a mais de 100km por hora e neste momento fico olhando várias estradas na minha frente e não sei para onde ir.


Temos que escolher uma profissão com pouca idade e com esta decisão vamos levar o resto da nossa vida. Quando depois de vários anos olhamos para trás e encontramos uma escolha errada, dá um aperto no coração!

Da vontade de inventar uma máquina do tempo e usar a nossa experiência dos trinta e poucos anos para mudarmos nossas atitudes tomadas por impulso.

Infelizmente na prática o ócio não é criativo e na medida em que o tempo passa vemos que matar o tempo é realmente um suicídio. Sim! Eu dou razão para Millor Fernandes, já que concordo com sua frase mais que inteligente!

Ai, ai...
Adoraria que a vida fosse ao contrário para que eu pudesse brincar de Benjamin Button.

Começaria a vida de uma maneira frágil o que me pouparia de tomar atitudes por impulso, tomaria mais cuidado nos primeiros anos já que meu estado seria de grande fragilidade. Quando a vida já tivesse me dado várias lições, lá pelos meus 60 anos (que os cientistas dizem ser a maturidade emocional) eu teria um corpo e uma mente com a vitalidade dos meus vinte e poucos anos e conseguiria obter mais da tal plenitude do pensamento.

Sonho, sonhar... Eu não pertenço a este mendo penso neste momento. Meus devaneios me deixam perdida, sim eu sei.

Cada vez que assisto a este filme choro e penso piamente neste assunto. Como (talvez) a vida seria um tico mais fácil...

Assim desta maneira eu chegaria aos meus oitenta e poucos anos bem novinha e desencarnaria em um corpo de bebê, com a serenidade da falta de consciência e com o olhar ingênuo que perdi nos meus primeiros anos.

Ah, essa doce frágil vida...


2 comentários:

Tânia disse...

35 anos e vc acha que é velha para mudar de profissão? então, vou falar de mim... eu mudei de profissão com 35 anos, e encontrei o meu lugar, se bem que às vezes eu acho que ser professora é sofrer demais, mas vc me conhece, adoro estudar, e dar aulas é a melhor maneira de me manter estudando... e ainda arrumo um tempinho para fazer artesanato, pedalar, essas coisas... filha, ouça seu coração e arrisque. 35 anos... vc é muito nova ainda para entregar os pontos dessa maneira. Beijos.

Lulu on the Sky® disse...

Estou em fase de transição assim como vc Andrea. Boa sorte. Big Beijos